MANOEL DE BARROS

  1. “desinventar objetos, usar palavras que ainda não têm idioma”
  2. “poesia é voar fora da asa”
  3. “as coisas me ampliaram para menos”
  4. “é um olhar pra baixo que eu nasci tendo”
  5. “desenvolvo meu ser até encostar na pedra”
  6. “só quisera trazer pro meu canto o que pode ser carregado como papel pelo vento”
  7. “o infinito do escuro me perena”
  8. “é a sensatez que aumenta os absurdos”
  9. “ando muito completo de vazios”
  10. “sabedoria se tira das coisas que não existem”
  11. “penso que dentro da minha casca não tem um bicho, tem um silêncio feroz”
  12. “os deslimites da palavra; explicação desnecessária”
  13. “um dia encontrei felisdônio comendo papel nas ruas de Corumbá. Me disse que as coisas que não existem são mais bonitas”
  14. “um caracol é a gente conhecer o chão por intermédio de ter visto uma lesma na parede. É dentro de uma casa consumir livros, cadernos e ficar parado diante de uma coisa até sê-la”
  15. “quero apalpar o som das violetas”
  16. “a luz das horas me desproporciona”
  17. “onde o abstrato entre amarre com arame”
  18. “e longe é lugar nenhum ou tem um sitiante”
  19. “ele terá que invesgar seu idioma ao ponteo de enxergar no olho de uma garça os perfumes do sol”
  20. “não uso morrimentos de teatro”
  21. “experimento o gozo de criar”
  22. “minha voz inaugura os sussurros”
  23. “o melhor de mim sou eles”
  24. “há um cio vegetal na voz do artista”
  25. “os silêncios me praticam”
  26. “as coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis. Elas desejam ser olhadas de azul” 
  27.  “maior que o infinito é o incolor” 
  28. “não tem altura o silêncio das pedras” 
  29.  “todas as coisas desse lugar já estão comprometidas com aves” 
  30. “repetir, repetir até ficar diferente. Repetir é um dom de estilo”
  31. “desaprender oito horas por dia ensina os princípios”
  32. “para enxergar as coisas sem feitio é preciso não saber nada”
  33. “até o chão se enraíza de seu corpo”
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